
No dia 15 de dezembro a
BRACELPA (Associação Brasileira de Celulose e Papel) reuniu
jornalistas para a apresentação dos resultados e perspectivas da
entidade. O Portal da Embalagem e a
Revista Embalagem & Tecnologia
prestigiaram o evento.
Horácio Lafer Piva, presidente do Conselho Deliberativo da Bracelpa,
deu os primeiros pareceres. Em seguida, a presidente executiva,
Elizabeth de Carvalhaes tomou a palavra.

Segundo
a Bracelpa, a produção brasileira de celulose deve crescer 5,1%
neste ano em comparação a 2009, chegando a 14 milhões de toneladas.
Enquanto a produção de papel deve registrar 3,4% de aumento,
alcançando a marca de 9,8 milhões de toneladas. Destaca-se também o
aumento da receita de exportações, um dos principais impactos
negativos da crise financeira internacional no setor no ano passado:
com crescimento estimado de 33%, deve totalizar US$ 6,7 bilhões – só
a receita de exportações de celulose deve registrar 41,2% de
aumento, chegando a US$ 4,7 bilhões.
“São resultados significativos que mostram que o setor está bem
posicionado tanto no mercado nacional como no internacional.
Acreditamos que a tendência de crescimento se mantenha nos próximos
anos”, afirma Horácio Lafer Piva. Além disso, favorecem o novo ciclo
de expansão da industria anunciado em setembro, que prevê
investimentos de US$ 20 bilhões até 2020, com o objetivo de ampliar
a base florestal em 45%, passando de 2,2 milhões de hectares de
florestas plantadas para 3,2 milhões de hectares. Enquanto a
produção de celulose terá aumento de 57% e a de papel 30%, chegando
respectivamente a 22 milhões de toneladas e a 12,7 milhões de
toneladas. Os investimentos também devem dobrar, em anos, a receita
de exportações, chegando a US$ 13 bilhões.
As perspectivas para o
setor nos próximos anos são bastante otimistas e se baseiam na
expectativa do aumento de consumo de papel e maior dinamismo
econômico de mercados emergentes – China, Índia, Rússia, Leste
Europeu e América Latina. “Estima-se que a demanda mundial de
celulose de fibra curta cresça em média 3% ao ano, até 2025,
enquanto a demanda por todos os tipos de papel, principalmente os de
embalagem e para fins sanitário aumente 1,5% nesses 15 anos. O
Brasil, pela qualidade dos produtos e seus atributos de
sustentabilidade, será um player cada vez mais importante neste
mercado altamente competitivo”, explica Elizabeth de Carvalhaes.
Apesar
do cenário bastante favorável, ele reforça que o setor enfrentará
vários desafios nos próximos anos. Em relação à agenda mundial, a
busca por uma economia de baixo carbono deve gerar oportunidades ao
Brasil e, conseqüentemente, ao setor. Por isso, a participação nas
negociações climáticas, visando a inclusão dos créditos de carbono
florestais como mecanismo para recompensar emissões, é questão
fundamental. “Porém, está cada vez mais claro que a conciliação de
interesses, especialmente dos Estados Unidos e da China, definirá o
peso das negociações climáticas e do desenvolvimento econômico”,
reforça.
Ainda segundo sua
avaliação, é preciso acompanhar o recrudescimento de medidas
protecionistas que prejudicam a competitividade, principalmente dos
países emergentes.
