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BRACELPA

APRESENTA

RESULTADOS DE 2010

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  fotos: Marcos Alves

 

RESULTADOS DO ANO FAVORECEM O CICLO DE INVESTIMENTOS

 

No dia 15 de dezembro a BRACELPA (Associação Brasileira de Celulose e Papel) reuniu jornalistas para a apresentação dos resultados e perspectivas da entidade. O Portal da Embalagem e a Revista Embalagem & Tecnologia prestigiaram o evento.
Horácio Lafer Piva, presidente do Conselho Deliberativo da Bracelpa, deu os primeiros pareceres. Em seguida, a presidente executiva, Elizabeth de Carvalhaes tomou a palavra.

 


 

 

Segundo a Bracelpa, a produção brasileira de celulose deve crescer 5,1% neste ano em comparação a 2009, chegando a 14 milhões de toneladas. Enquanto a produção de papel deve registrar 3,4% de aumento, alcançando a marca de 9,8 milhões de toneladas. Destaca-se também o aumento da receita de exportações, um dos principais impactos negativos da crise financeira internacional no setor no ano passado: com crescimento estimado de 33%, deve totalizar US$ 6,7 bilhões – só a receita de exportações de celulose deve registrar 41,2% de aumento, chegando a US$ 4,7 bilhões.


“São resultados significativos que mostram que o setor está bem posicionado tanto no mercado nacional como no internacional. Acreditamos que a tendência de crescimento se mantenha nos próximos anos”, afirma Horácio Lafer Piva. Além disso, favorecem o novo ciclo de expansão da industria anunciado em setembro, que prevê investimentos de US$ 20 bilhões até 2020, com o objetivo de ampliar a base florestal em 45%, passando de 2,2 milhões de hectares de florestas plantadas para 3,2 milhões de hectares. Enquanto a produção de celulose terá aumento de 57% e a de papel 30%, chegando respectivamente a 22 milhões de toneladas e a 12,7 milhões de toneladas. Os investimentos também devem dobrar, em anos, a receita de exportações, chegando a US$ 13 bilhões.

 

 

 

As perspectivas para o setor nos próximos anos são bastante otimistas e se baseiam na expectativa do aumento de consumo de papel e maior dinamismo econômico de mercados emergentes – China, Índia, Rússia, Leste Europeu e América Latina. “Estima-se que a demanda mundial de celulose de fibra curta cresça em média 3% ao ano, até 2025, enquanto a demanda por todos os tipos de papel, principalmente os de embalagem e para fins sanitário aumente 1,5% nesses 15 anos. O Brasil, pela qualidade dos produtos e seus atributos de sustentabilidade, será um player cada vez mais importante neste mercado altamente competitivo”, explica Elizabeth de Carvalhaes.

 


Apesar do cenário bastante favorável, ele reforça que o setor enfrentará vários desafios nos próximos anos. Em relação à agenda mundial, a busca por uma economia de baixo carbono deve gerar oportunidades ao Brasil e, conseqüentemente, ao setor. Por isso, a participação nas negociações climáticas, visando a inclusão dos créditos de carbono florestais como mecanismo para recompensar emissões, é questão fundamental. “Porém, está cada vez mais claro que a conciliação de interesses, especialmente dos Estados Unidos e da China, definirá o peso das negociações climáticas e do desenvolvimento econômico”, reforça.

 

Ainda segundo sua avaliação, é preciso acompanhar o recrudescimento de medidas protecionistas que prejudicam a competitividade, principalmente dos países emergentes.
 

 

 

 

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 Editora Casa Grande Ltda

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