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Hermann Kronseder, o fundador da Krones,
morre aos 85 anos
Premiado inventor e notável empresário, foi o responsável
por transformar a Krones em líder mundial no fornecimento de
soluções para envase e embalagem
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Hermann Kronseder, fundador do Grupo Krones, morreu
na Alemanha no último dia 9 de julho, aos 85 anos.
Kronseder, considerado um dos principais homens do
mundo a dar impulso à construção de máquinas para a
indústria de bebidas, visitava com freqüência a sede
da empresa em Neutraubling. O fundador foi o
responsável por transformar a Krones em uma
corporação reconhecida mundialmente pela alta
tecnologia de suas soluções nas áreas de envase e
embalagem.
Hermann Kronseder nasceu em uma família de artesãos.
Filho de um ferreiro, finalizou, ao final dos anos
de 1930, uma capacitação como aprendiz na construção
de aviões e, posteriormente, foi soldado e
prisioneiro durante a guerra. Estes tempos difíceis
reforçaram seu empenho em estudar e ter uma
atividade independente. Especializou-se, no final
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anos de 1940, como construtor de máquinas e, em
seguida, como mestre-eletricista.
Em 1951, aos 27 anos, criou uma pequena oficina de
construção de máquinas elétricas. Era o surgimento da
Krones. Começou a fabricar, com suas próprias mãos, uma
rotuladora semi-automática, com capacidade para etiquetar
1.500 garrafas por hora. O projeto da máquina foi desenhado
por Hermann Kronseder na mesa da cozinha de sua casa. Ele
mal imaginava que, décadas mais tarde, sua empresa iria
fabricar rotuladoras automáticas capazes de operar a uma
velocidade de 72.000 garrafas por hora ou, em alguns casos,
a velocidades até superiores.
Nos anos 60, a Krones duplicava o seu faturamento a cada
três anos. Teve início, então, o auge das exportações. Na
década seguinte, a empresa abriu outras plantas de produção
na Alemanha e passou a construir enchedoras de garrafas. Na
época, Hermann Kronseder já desenvolvia os primeiros
conceitos de sistemas de bloco, com a vinculação mecânica da
enchedora, da tampadora e da rotuladora, uma conquista
revolucionária para o momento.
Convertida em sociedade anônima em 1980 e com a abertura de
suas ações em bolsa desde 1984, a Krones incluiu em seu
portfólio outras máquinas de envase e embalagem para
produção. Conseguiu, assim, oferecer soluções para linhas
completas. Em seguida, vieram as integrações da engenharia
de processos e de fluxo de materiais. Hermann Kronseder foi
decisivo para transformar a Krones em um fornecedor integral
de soluções, ampliando o atendimento para clientes de outros
segmentos, além do de bebidas, como os de alimento, químico,
cosmético e farmacêutico.
Em 1996, Hermann Kronseder assumiu a presidência do Conselho
Consultivo do Grupo Krones, nomeando Volker Kronseder para o
comando do Conselho de Direção. No ano seguinte, Hermann
Kronseder retirou-se do cargo por questões de saúde, mas
continuou acompanhando de perto a expansão da Krones, líder
mundial no fornecimento de máquinas de envase e embalagem e
dona de 1.600 patentes registradas por suas soluções.
Hermann Kronseder considerava-se mais um inventor do que um
empresário, conforme relatou na autobiografia “Minha Vida”,
traduzida em cinco idiomas. As 630 patentes registradas
apenas em seu nome confirmam sua vocação. Ganhou inúmeros
prêmios e condecorações, dentre as mais importantes da
Alemanha. Em 1993, a Faculdade Weihenstephan da Universidade
Técnica de Munique lhe concedeu o título de doutor honoris
causa como reconhecimento por seu modo interdisciplinar de
pensar.
Com Volker Kronseder como presidente do Conselho de Direção,
o faturamento do Grupo Krones aumentou de 834 milhões de
euros em 1996 para mais de 2 bilhões de euros atualmente,
dos quais 80% provêem das exportações. A empresa conta hoje
com cerca de 10.000 colaboradores em todo o mundo. No
Brasil, a empresa chegou no início da década de 1980 e tem
crescido de forma crescente e sustentável. Hermann Kronseder
deixou 54% das ações da Krones nas mãos de sua família.
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