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PH Fit discute o papel da embalagem na comunicação com o
consumidor final
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Com a presença de mais de 100 profissionais do
setor, entre diretores, gerentes e designers de
empresas dos setores de cosméticos, alimentos,
bebidas e bens de consumo em geral, além de
fornecedores de embalagens (vidro, papel cartão,
resinas, etc), a PH FIT, líder na produção de fitas
têxteis na América Latina, realizou no final de
Junho a segunda edição do FIE – Fórum de Inovação em
Embalagem no Hotel Renaissance, em São Paulo. Entre
os destaques do evento, a participação do mediador
Luciano Deos, Presidente da GAD e da ABEDesign. |
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Segundo ele, ainda existe um descompasso na
comunicação entre a embalagem e o consumidor. “A guerra por
preço acaba levando a métodos de comoditização e conseqüente
perda de valor.”
Deos critica também a falta de diferenciação e os excessos
que são percebidos como desperdício e “over promise” e
acabam colocando a credibilidade da marca/produto em xeque.
“O consumidor quer prazer e prestígio, ele precisa sentir-se
único. E o estímulo em excesso acaba soando como
manipulação.” O especialista defende que a embalagem seja o
veículo para se estabelecer uma experiência com a marca. “O
que não significa ter um projeto mirabolante. Se você tem
uma idéia forte sustentando o projeto, a solução gráfica é
simples”, completa.
Para Deos o momento atual exige uma nova forma de se olhar a
demanda: a partir das necessidades da população dos países
BRIC (Brasil, Rússina, Índia e China) e de forma a ajudar os
países desenvolvidos em crise a redesenharem suas demandas.
Nesta mesma linha, Evandro Madeira, Gerente de Serviços de
Marketing do Grupo Boticário, mostrou como a marca utiliza a
embalagem para estabelecer esta conexão com o consumidor.
“Olhamos para a marca de cada produto com o olhar que ela
precisa ter.” Isto significa entender a trataviva da marca e
de todos os pontos de contato dela com o consumidor,
inclusive e principalmente a embalagem.
Há algum tempo a empresa explora os conceitos de “ser bonito
não é feio”, “gostar de coisas bonitas é bacana” e “falar de
beleza não é fútil nem banal”. Este tripé está traduzido em
todos os elementos de contato da marca com o consumidor, da
propaganda na TV, passando pelas embalagens e pela decoração
das lojas.
A saída encontrada pela Cacau Show para trilhar este caminho
de contato com o consumidor via embalagem foi conhecer todas
as nuances do negócio de chocolates, desde o cacau. Segundo
Mônica Ogawa, Gerente de Comunicação da empresa, este
conhecimento profundo de todas as etapas do negócio,
incluindo o consumidor final, ajudou a criar uma linguagem
própria. “Mas mais do que criar a linguagem, é preciso saber
usá-la nos vários produtos que têm propósitos e valores
muito diferentes.”
A Cacau Show entende design não como estética, mas como
estratégia que deve acompanhar o amadurecimento da marca que
é algo vivo, em constante mudança.
Da moda para a embalagem Para acompanhar as necessidades do
mercado e oferecer soluções customizadas para os seus
clientes, a PH FIT mantém uma área de Inovação focada em
projetos diferenciados e desenvolvimento de novos produtos e
aplicações. Em sua palestra, a Coordenadora da área,
Gabriela Schultze, mostrou que boa parte da inspiração
baseia-se em estudos de moda. “Mas é preciso entender moda
como o reflexo das tendências de consumo da atualidade e não
como aquilo que se veste ou calça. Moda é consumo e deriva
da análise de diversos fatores entre eles sociedade,
comportamento, mercado, consumo, economia, política,
tecnologia e natureza”, sintetiza.
A PH FIT utiliza os serviços da WGSN, empresa global de
consultoria em moda e tendências, com mais de 35 mil
colaboradores em todo o mundo, para monitorar os cenários
atuais e antever os futuros. Para a Primavera/Verão
2001/2012, Schultze explica que já estão sendo trabalhadas
três mega tendências:
• Time Lines (linhas do tempo) que explora camadas
culturais, aspectos originários do tempo e a herança
digital.
• Fair & Square (justo e quadrado) focada em pureza,
honestidade e modernidade rural.
• Sensory (sensorial) que explora o experimental,
psicodélico e o estado alterado.
“Quando trabalhamos cada uma destas mega tendências,
traduzimos seus aspectos nos materiais e estampas. Por
exemplo, na Time Lines buscaremos unir o passado, o futuro e
o presente por meio de uma estratégia que conte a história;
utilizaremos a tecnologia para preservar a história”,
explica a também designer. A materialização virá a partir do
uso de camadas de renda, superfícies incrustadas, cores
pálidas, efeitos folheados e de decomposição e amarrações.
A tradução da segunda mega tendência, Fair & Square, será
feita pela adequação da estética rural ao novo território
urbano. “É como um regresso à vida simples, mais limitada,
bonita e religiosa, com os recursos dos centros urbanos.” Na
prática, serão explorados embrulhos, dobras, a ideia do
reaproveitamento, materiais rústicos e xadrez, rendas
grandes e relevos, e jeans.
E na terceira mega tendência, Sensory, é preciso ter a
experiência da imersão total, do revigorar com uma energia
vibrante onde a tecnologia é adotada para melhorar a vida.
“Devemos trabalhar com uma realidade aumentada e com estados
alterados que inspiram intensidades estranhas e formas
abstratas.” Traduzindo em produtos, veremos luzes em
movimento, estampas digitais e de ondas, acessórios para
fechamento, cores fluorescentes, ligações orgânicas,
transparências coloridas, franjas, penugem, pelúcia,
texturas geométricas, camadas sobrepostas e a influência
cultural das tribos (África) nas cores.
Especificamente para a área de embalagens, Gabriela Schultze
explica que as fitas e acessórios são responsáveis por
materializar as tendências da moda, garantindo que o produto
fique permanentemente alinhado às novas realidades e desejos
de consumo.
Sobre a PH FIT
A PH FIT Fitas e Inovações Têxteis Ltda. é líder na América
Latina na produção de fitas têxteis rígidas e uma das
maiores do mundo, com mais de 75 anos de experiência no
mercado brasileiro. Graças a uma variada gama de soluções
têxteis, a empresa atua nos mercados de produtos de consumo,
industrial, etiquetas, soluções em embalagens e exportação.
A Divisão de Embalagens é responsável pelo desenvolvimento
de soluções em fitas com ponteiras, pré-cortadas, laços
prontos, personalização com estampa e projetos especiais. A
PH FIT é fruto de uma joint-venture, firmada em 1998, entre
a Tecelagem de Fitas Progresso e a Divisão Fitas da
Tecelagem Hudtelfa.
Hoje a empresa pertence a um Grupo com inúmeros negócios no
segmento têxtil e com aproximadamente 1.000 colaboradores e
está consolidada no mercado como uma empresa que oferece
“soluções para transformar embalagens em presentes,
aumentando o valor percebido pelo consumidor”. A fábrica,
instalada na cidade de Nova Odessa, interior de São Paulo,
conta com cerca de 500 colaboradores.
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